Janeiro
- 1 de jan. de 2018
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O primeiro mês do atual calendário gregoriano foi nomeado em homenagem ao casal divino Janus e Jana, ou Dioanus e Diana, antigas divindades pré-lantinas, tutelares dos princípios, das portas e entradas e dos começos de qualquer ação ou empreendimento. Governando o Sol e a Lua, janus e Jana eram os primeiros invocados nas cerimônias, nos rituais e nas bençãos de qualquer atividade. Com a chegada dos latinos, eles foram substituídos pelo casal divino da sua própria tradição, Júpiter e Juno. Ainda assim, o culto a Janus permaneceu, sendo sua benção necessária para qualquer empreendimento autorizado por Júpiter.
Janus era considerado o deus do Sol e do dia, o guardião do Arco Celeste e de todas as portas e entradas, inventor das leis civis, das cerimônias religiosas e da cunhagem das moedas, que representavam-no como um deus com dois rostos, um virado para o passado e outro para o futuro. Os atributos de Jana foram assumidos por uma das manifestações de Jana foram assumidos por uma das manifestações da deusa Juno, representada como uma deusa dupla, Antevorta (que olhava para trás e lçembrava o passado) e Postvorta (que olhava para frente e detinha o poder da profecia).
Janeiro contem, em si, a semente de todos os potenciais do novo ano, mas também guarda os elementos, as lições e os resíduos do ano que o procedeu. Por isso, é um período adequado para nos livrarmos do velho e do ultrapassado em nossas vidas e ocupações diárias, preparando planos e projetos para novas conquistas, mudanças e realizações.

De acordo com a tradição e a cultura de cada povo, este mês é conhecido sob vários outros nomes.
No calendário sagrado druídico, que usa letras do alfabeto Ogham e árvores correspondentes é o mês do Sorveira (Rowan), da letra Luis.

A pedra sagrada é granada e as deusas regentes são as Nornes, Jana, Inanna, Anunit, Frigga, Sarasvati, Kore, Pele, Morrigan, Carmenta e Pax.
Já na tradição dos povos nativos, são várias as denominações, como Lua do Lobo, Lua da Neve, Lua Fria, Lua Casta e Mãe da Quietude.
Apesar das diferenças geográficas, climáticas, mitológicas e sociais, todas as antigas culturas tinham cerimônias específicas para fechar um velho ciclo e celebrar o início de outro. Mesmo que nossa cultura e realidade sejam completamente diferentes e estejam distanciadas no tempo e no espaço, nossa memória ancestral guarda os registros dessas celebrações de nossos antepassados e de nossas próprias vidas passadas. Por isso, podemos usar essas informações e lembranças dos antigos rituais e costumes para imprimir e promover mudanças no nosso subconsciente, materializando-as depois do nossos mundo real.
Podemos usar, de uma forma mais moderna e pessoal, a antiga sabedoria ancestral, dedicando o mês de Janeiro à “renovação da terra” de nossa realidade material, recolhendo-nos e contemplando a colheita do ano que passou, preparando as sementes para os novos planos e projetos.

Fonte: “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.





















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